sexta-feira, setembro 28, 2007

The Stone Garden

The Psycho Realm, The Stone Garden

quinta-feira, setembro 27, 2007

Homenagem a um género de homens já extintos!




1 «Estas são as melhores esculturas divinas e não há leis para os bravos! E não há asilos para os loucos! E não há igrejas excepto esta aqui. E não há padres excepto os pássaros! Eu sou um homem da montanha! E viverei até uma flecha ou uma bala me encontre. E deixarei os meus ossos neste grande mapa do magnífico....»









1-extraido do argumento do filme.

Xadrez Global - ou a Manipulação Total

Uma acta secreta da reunião entre Bush e Aznar onde o presidente norte-americano explana os planos de invasão do Iraque e ameaça México e Chile foram ontem reveladas pelo jornal El País.

Nesta reunião que teve lugar a 22 de Fevereiro de 2003 no rancho presidencial de Crawford (Texas, EUA), o Presidente Bush expõe a sua vontade de retirar Saddam Hussein do jogo político internacional com ou sem o aval da ONU. Refere-se também num tom ameaçador às relações externas com o México, Chile, Angola e Camarões. "Países como México, Angola, Chile e Camarões devem saber que o que está em jogo é a segurança dos EUA e agir amigavelmente conosco". Afirma também que "o presidente [Ricardo Lagos] deve saber que o Acordo de Livre Comércio com o Chile está pendente da confirmação no Senado e que uma atitude negativa neste tema pode colocar em perigo essa ratificação. Angola está a receber fundos da Millenium Account e poderia ficar comprometida se não se mostrasse favorável". Ainda segundo o "El País", entre aqueles que poderiam sofrer possíveis sanções ao não apoiar Washington, refere-se o presidente russo, Vladimir Putin, que "deve saber que com a sua atitude está a pôr em risco as relações da Rússia com os EUA". O anterior presidente francês, Jacqués Chirac, é apelidado de "Mister Arab".

Durante esta conversa Bush também advertiu Aznar que a data limite para a invasão do Iraque seria 10 de Março de 2003, enquanto que Tony Blair preferiria dilatar o prazo para o dia 14. "Eu prefiro o dia 10. Isto é como o jogo do polícia bom e do polícia mau. Não me importo de ser o polícia mau e que Blair seja o bom", disse o presidente norte-americano.

Perante as reticências apresentadas por Aznar ao projecto de invasão, afirmando a necessidade de contar com o aval da ONU e o apoio da opinião pública espanhola e dos restantes países europeus, Bush indicou que "é como a tortura chinesa da água. É preciso pôr fim a isso".

O Iraque foi invadido sem o aval da ONU a 19 de Março de 2003 por uma coligação de vários países, entre eles o Reino Unido e a Espanha. Os Estados Unidos lideravam esta coligação. Segundo uma reportagem do Independent, a "Guerra ao Terror" matou directamente um mínimo de 62,006 pessoas e criou 4.5 milhões de refugiados e custou aos EUA mais do que a soma necessária para liquidar as dívidas de todos as nações pobres do mundo. Se a estes números juntarmos outras mortes não quantificadas (rebeldes, militares iraquianos do regime de Hussein mortos durante a invasão de 2003 e as mortes resultantes de ferimentos), a contagem poderia chegar aos 180,000.


Fontes:

El País Online

AFP

Globo Online

ClicaBrasilia.com.br


josé de arimateia

quarta-feira, setembro 26, 2007

mais um pouco de realidade...

em jeito introdutório, quero apenas dizer que o que se segue é real: encontrei-o colado numa rua um dia que corria para chegar à faculdade a horas... apesar de já ter sido há algum tempo atrás, ainda me parece ser engraçado.

sem mais delongas....





josé de arimateia, pensando nos motivos que nos levam a protestar

Vampyr




Boas!

Peço desculpa aos jardineiros e restante público pela estética pouco usual deste post... pelo menos neste blog.

Contudo, há uma razão que eu passarei rapidamente a explicar: vi pela primeira vez este filme no palácio, numa bonita manhã de uma qualquer estação, com uma pessoa que depois me disse que nunca tinha existido. Entre alucinações colectivas ambos morremos de riso. Também estavamos ambos todos stones: tudo pareceria engraçado.

Mas, a presença deste vídeo aqui deve-se à estética: o uso primoroso do preto e branco e dos cenários na criação de um sonho assustador...

Lembrei-me desta pérola da 7ª arte após me terem mandado este vídeo... achei-os muito semelhantes.

quem tiver paciência que veja apenas um ou ambos na ordem que quiser.

Para mais informações sobre o filme Vampyr cliquem aqui.

josé de arimateia, madrugada fora

sexta-feira, setembro 21, 2007

As Intermitências da Morte

"A orquestra calou-se. O violoncelista começa a tocar o seu solo como se só para isso tivesse nascido. Não sabe que aquela mulher do camarote guarda na sua recém-estreada malinha de mão uma carta de cor violeta de que ele é o destinatário, não o sabe, não poderia sabê-lo, e apesar disso toca como se estivesse a despedir-se do mundo, a dizer por fim tudo quanto havia calado, os sonhos truncados, os anseios frustrados, a vida enfim. Os outros músicos olham-no com assombro, o maestro com surpresa e respeito, o público suspira, estremece, o véu de piedade que nublava o olhar agudo da águia é agora uma lágrima. O solo terminou já, a orquestra, como um grande e lento mar, avançou e submergiu suavemente o canto do violoncelo, absorveu-o, ampliou-o como se quisesse conduzi-lo a um lugar onde a música se sublimasse em silêncio, a sombra de uma vibração que fosse percorrendo a pele como a última e inaudível ressonância de um timbale aflorado por uma borboleta."

José Saramago, As Intermitências da Morte

terça-feira, setembro 18, 2007

Tonight I dream about fraternity

Manu Chao - Desaparecido




Manu Chao - Mr. Bobby




Manu Chao/Kusturica - Si yo fuera Maradona




Manu Chao & Radio Bemba - Pinocchio




!!!VAI CARLOS!!!

Ten Years After com Alvin Lee na Guitarra, o Albúm Undead








Saudações e Abraço!

segunda-feira, setembro 17, 2007

Reverend Gary Davis - Death don't have no mercy

quinta-feira, setembro 13, 2007

Darwinismo por acaso...

O termo Darwinismo aparece normalmente associado à teoria da evolução por selecção natural, mas pouco faltou para que essa mesma teoria tivesse sido baptizada de wallacismo. É verdade, Alfred Russell Wallace (1823-1913) foi um naturalista inglês, admirador de Darwin, que descobriu como a noção de selecção natural podia explicar a formação de novas espécies. Quando se encontrava no arquipélago malaio, em 1858, enviou a Darwin um artigo intitulado «Da Tendência das Variedades para se afastarem indefinidamente do tipo primitivo», artigo no qual desenvolvia uma teoria muito semelhante à que Darwin amadurecia. Este ficou muito surpreendido e, por momentos, pensou que Wallace se lhe tinha definitivamente antecipado. Felizmente para ele, o botânico Hooker e o geólogo Lyell resolveram a situação muito habilmente: apresentaram em simultâneo à Linnean Society, de Londres, em 1 de Julho de 1858, dois textos fornecidos por Darwin e o artigo de Wallace. Assim foi conseguida a prioridade do Darwinismo.

Filipe Daniel Duarte de Oliveira - Craniado, Vertebrata, Tetrapoda, Amniota, Mammalia, Placentalia, Primates, Catarrhini, Hominoidea, Hominidae, Homo, Homo Sapiens... Dipnóico também, ao contrário de muitos...

quarta-feira, setembro 12, 2007

transcrevendo

“Até agora todos os povos decaíram por falta de generosidade: Esparta teria sobrevivido mais tempo se tivesse interessado os hilotas na sua sobrevivência; um belo dia Atlas deixa de suportar o peso do céu e a sua revolta faz estremecer a Terra. Teria querido afastar o mais possível, evitar se pudesse, o momento em que os bárbaros do exterior e os escravos do interior se lançarão sobre um mundo que lhe mandam respeitar de longe ou servir como inferiores, mas cujos benefícios não são para eles. Empenhava-me em que a mais deserdada criatura, o escravo que limpa as cloacas da cidade, o bárbaro esfomeado que ronda as fronteiras, tivessem empenho que Roma durasse.
Duvido que toda a filosofia do mundo consiga suprimir a escravatura: o mais que poderá suceder é mudarem-lhe o nome. Sou capaz de imaginar formas de servidão bem piores que as nossas, por serem mais insidiosa: seja que consigam transformar os homens em máquinas estúpidas e satisfeitas que se julgam livres quando estão subjugados, seja que desenvolvam neles, com exclusão dos repousos e prazeres humanos, um gosto pelo trabalho tão arrebatado como a paixão da guerra entre as raças bárbaras. Prefiro ainda a nossa escravidão de facto a esta servidão do espírito ou da imaginação. Seja com for, o horrível estado que põe o homem à mercê de outro homem precisa de ser cuidadosamente regulado pela lei.”

in Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano


Aquele abraço

terça-feira, setembro 11, 2007

Atentado á Sobriedade por Irvine Welsh

" Quando estás sóbrio és subitamente obrigado a preocupares-te com um monte de merdas: - Não tenho dinheiro, não posso beber, tenho dinheiro, ando a beber demais; não tenho chavala não posso foder, tenho chavala é chata como o raio; tenho de me preocupar com contas para pagar, com comida, com uma equipa de futebol que nunca ganha, com relacionamentos humanos e uma série de coisas que não interessam para nada quando se está sinceramente e verdadeiramente pedrado. "

Irvine Welsh


Saudações e Abraço!

domingo, setembro 09, 2007

Esquizofrenia de Barricada

Para a maioria dos participantes deste blog esta frase ja foi tema de conversa em varias noites de convivio na rua do Almada á porta do expoente maximo do servir princípes da cidade do Porto, o Pontual, lugar onde se marcavam despreocupadamente embrutecimesntos gratuitos para a mente, mas de custos gravíssimos para o bolso...

Deve ter feito um ano no Inverno passado quando vi pela primeira vez esta afirmação numa parede da cidade, hoje tornei a revêla mas num sítio diferente, noutra parede, outro lugar que me diz muito, com outros amigos mas de igual importancia emocional.
Se á 4 solstícios atrás achei piada ao conteúdo da frase e ao seu atrevimento intelectual, desta vez foi uma nova visão, uma nova compreensão para um conjunto de actos que presenciei no ultimo ano.

Barricada será sempre um sitio de resistência, lúgubre, que nunca me quererei ver.
Mas saberei sempre que será um ponto de apoio para me mandar para a frente da batalha mas nunca me poderei deixar influenciar pela esquizofrenia, porque se pode morrer na praia, esse sitio onde se fez demasiadas barricadas.

Jesus Rodriguez, passando de mono para estéreo a minha compreensão...

sexta-feira, setembro 07, 2007

Poesia vinícola !

BÊBEDO NA PRIMAVERA

Se a vida não passa dum sonho
que sentido faz esta inquietação?
Bebo sem parar. Cambaleante
acabo por adormecer no chão

Acordo com os primeiros raios de sol
Oculto entre as flores canta um verdilhão
Quem a não ser o vento da primavera
lhe poderia inquietar o coração?

Recomeço a beber. E a cantar
Uma canção um copo.Um copo uma canção
Até perder de novo
toda e qualquer sensação
Li Bai, China séc. VIII d.C.
in «O vinho e as rosas, antologia de poemas sobre a embriaguez»,
organizada por JORGE SOUSA BRAGA
ASSÍRIO & ALVIM

quinta-feira, setembro 06, 2007

A importância do sonho para a manutenção de uma vida plena apesar de não ter dinheiro para os cumprir

"Nós somos do tecido de que é feito os sonhos."

Shakespeare

"Dá-me veneno para morrer ou sonhos para viver."

Ekelof , Gunnar


Vindos nós das profundezas dos ilusórios sentidos, um sonho dentro de um sonho, começamos a questionar a materialidade da nossa carne. O primeiro erro de quem se ocupa disso imbuído de uma abordagem ocidentalizada é pensar que, por causa dos enganos dos sentidos, a nossa existência não merece ser vivida; que os sonhos que nós, sonhos também, temos são pesos inúteis que nos arrastam ainda dentro da inocência do olhar humano. Isto porque, como tudo, e apesar da sua fragilidade de fumo, os sonhos têm um peso - aqui, no mundo que sempre conhecemos, temos de ter dinheiro ou força para os cumprir. Mas onde já se ouviu dizer que os sonhos tinham força?

Os sonhos dão força aos sonhos que sonham. Independentemente do dinheiro que tens para gastar ou para destruir na sua busca. Mas isto são apenas palavras, como todas as criações dos sentidos, meros sonhos etéreos, códigos dentro de códigos.
Sem dúvida que, pensando que todos nós dormimos quando sonhamos, o sonho surge como algo de negativo, algo que vem da nossa inconsciência relativamente ao mundo. Mas não entremos aqui em confusões semânticas: falo do sonho "que comanda a vida"; aquele que anima os homens quando estes estão acordados e bem acordados, com toda a noção da sua fragilidade e daquilo que terão de enfrentar para serem bem-sucedidos.



Afinal de contas, na vida como no futebol, chega sempre o momento em que tens de provar que acreditas e correr para a frente. E, são milhares senão mesmo milhões os casos em que a única coisa que mantém uma pessoa viva são os sonhos: a mãe sem comida nem dinheiro que sonha com comida; os homens que perderam tudo nos seus sonhos e sonham com dias melhores; gajos que atravessam continentes com o sonho de chegar e encontrar a vida que lhes roubaram; artistas sem dinheiro que tentam sair das sombras sem dar as mãos à "máquina"... toda a gente sonha, é sonhar que te torna humano e te desperta para o terrível mundo que terás de enfrentar, o mundo dos outros, deles que mataram todos os sonhos e querem que tu vivas a vida árida que planearam para ti. Eles, juntamente com estas criaturas fracas que deixaram o seu sonho morrer, vão dizer sempre a mesma coisa: não existes; és uma merda: não te vais livrar de mim; nunca vais ter a felicidade ao alcance da ponta dos teus dedos, sem se aperceberem que não são o pesadelo de ninguém, mas o sonho de muitos que querem que entre os seres humanos morra o diálogo, a união.

Dá-me sonhos, digo eu ao sonho que sou, para me manter vivo, com o olhar capaz de encontrar beleza em tudo o que me rodeia, sem medos de nada - porque posso sempre sonhar com algo melhor para mim.

"Que bien me siento, que contento
Ahora si que estoy en mi
Miro al cielo y solo quiero ser feliz
Que arte
Que risas
No me puedo reprimir
Que este sistema con tantas prisas no lo puedo resistir"

O'Funk'Illo, yo lo coloco, No te Cabe Na


josé de arimateia, a sonhar de olhos abertos

quarta-feira, setembro 05, 2007

Sonho?



"- O homem material - pensava o Palhaço - não existe. A vida é uma convenção. O que existe é o sonho, o sonho é a única realidade. Sonhar!, sonhar!..."

Raul Brandão;
A morte do palhaço e o mistério da árvore

Mas a verdade é que só sonha quem está a dormir....

Filipe Daniel Duarte de Oliveira